Já se passou uma semana e nada da Marry, ela não atende celular, não liga, não manda mensagem, eu até fui lá na casa dela, mas nada, está tudo trancado, eu comecei a ficar preocupada.
- E ai Jessie, e a sua namorada ela morreu? Já faz uma semana que ela não aparece.- Olhei com cara de sarcasmo para ela, eu não aguento mais a Juliana aqui, mas a verdade é que toda vez que olho para ela ainda sinto alguma coisa, não posso definir o que é, pode até ser amor ou raiva, quem sabe, mas é mais provável que seja rancor. Ela estava com uma cerveja na mão, se sentou no chão ao meu lado.
- Tá preocupada? Eu conheço essa cara.
- Me deixa tá?!
- Eu sei que errei com você mas é que eu não podia ...
- Ok, não precisa ficar dando explicações a essa altura. - Levantei e deixei-a sozinha. Fui para a cozinha, sentei no balcão e tentei ligar mais uma vez para a Marry.
- Ah, nada... - Eu não sabia mais o que fazer, será que ela sumiu para sempre?
- Para de pensar besteira Jessie - Eu falava pra mim mesma - Ok, só vou ligar mais uma vez - Disquei o número e coloquei no ouvido, o barulhinho do telefone chamando já estava me dando nos nervos, quando eu ia desistir ela atendeu.
- Oi. - Meu coração deu um pulo.
- Marry? Onde você está, eu estou sem te ver a uma semana.
- Calma Jessie, me encontra na pracinha eu preciso falar contigo
- Eu quero que você me explique esse sumiço
- Ok, mas vem logo.
- Certo, tô saindo de casa.
- Ok. Beijo
- Beijos. - Eu desci do balcão em um pulo e sai correndo porta a fora, minha mãe ainda ficou me chamando mas eu nem dei ouvido.Cheguei na pracinha e ela já estava lá, quando avistei-a nem acreditei, nos abraçamos e nos beijamos.
- O que aconteceu?
- Ok, senta, eu preciso que você acredite em mim, eu preciso que você confie em mim, certo?
- Tudo bem eu confio em você.
- Eu tive que sair assim porque meu pai, ele ... ele morreu.
- O QUÊ?
- Calma, agora está tudo bem, agente já resolveu tudo mas, tem uma coisa que eu não posso mais esconder de você.
- Fala.
- Érr.. é que eu não sou assim como você sabe...
- Como assim não é como eu? Eu não estou entendendo Marry.
- Jessie, você vai achar que eu estou drogada, mas faz um esforço para acreditar
- Fala.
- Eu não sou daqui, eu sou de outro mundo.
- Espera, eu não tô entendendo.
- Eu sei que é ridículo, mas é a verdade, eu não sou da terra, eu sou de outro mundo, de outra galáxia...
- Marry...
- Por favor acredita em mim.
- Mas isso é loucura. Marry, sabe como isso soa ridículo? Você some por uma semana, chega dizendo que seu pai morreu e me diz que é extraterrestre?
- É vem comigo, você vai ver. - Ela me esticou pela mão e foi me levando para um lugar vazio, era como um beco. - Promete que você não vai gritar e sair correndo?
- Mas ...
- Por favor .
- Tá bem . - Ela fechou os olhos e começou a se concentrar, depois uma luz estranha começou a aparecer e ela se transformou em uma coisa estranha, um ser esquisito, a primeira coisa que eu fiz foi ficar com medo mas não corri, eu fiquei sem reação, mas logo ela voltou a ser o que era antes. Eu não conseguia nem falar direito.
- Acredita agora? - Eu demorei um pouco para responder.
- É que é inacreditável.
- Eu sei, isso vai mudar alguma coisa entre nós?
- Aquilo era mesmo você?
- Era Jessie.
- É que é difícil acreditar.
- Eu sei.
- Mas eu te amo, te amo muito
- Muito obrigado por me entender.- Eu peguei na sua mão e acenei que sim com a cabeça, puxei-a para mim e beijei-a.
- Eu senti sua falta minha estranhinha.
- rsrsrsrsrsrsrs...

